quinta-feira, 11 de julho de 2013

# 113 : O Bon Vivant do Miguel // The Bon Vivant Miguel

(English version below)

Adoro conhecer Bons Vivants. Mas Bons Vivants que se prezem, não meros Gatsbys ou pessoas armadas em vedetas. Bons Vivants no seu significado mais íntimo, pessoas que sabem viver bem, e como viver a vida bem, que conhecem os bons prazeres da vida, que os apreciam e conhecem inteiramente, aquelas pessoas com gosto refinado, daquele refinamento que só se adquire com o tempo e com sabedora.
Talvez por o meu pai ser um grande apreciador de bons prazeres, como os gastronómicos ou os vínicos, tenha apanhado este gosto. Desde cedo, o meu pai habituou-nos a apreciar os bons paladares, a apreciar os bons momentos e ensinou-nos aqueles pequenos truques que só quem sabe apreciar os pode ensinar. Com a idade (que ainda não é muita..), comecei a dar razão ao meu pai e a privilegiar a qualidade à quantidade, a degustar em vez de enfardar e a procurar o que é típico e único em vez do que é produzido em massa. Hoje, já consigo igualá-lo em certos momentos.
É por ter este gosto que adoro ler as crónicas do Miguel Esteves Cardoso no Público, em especial as “Na ponta da língua” para a secção Life & Style. Embora estas últimas sejam recentes, percebe-se que o Miguel (tomo a ousadia de o tratar pelo primeiro nome, como se faz aos grandes homens, espero que não se importe!) é um Bon Vivant, daqueles que honram este raríssimo e restritíssimo epíteto. Na sua última crónica, o Miguel falou sobre o Lavagante com uma arte de grande sabedor e mestria. Subscrevo inteiramente as suas palavras, ou não fosse o Lavagante um dos meus petiscos favoritos…

Imagem de www.citador.pt

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I love meeting Bons Vivants. But Bons Vivants who prezem, not mere Gatsbys or people armed in superstars. Bons Vivants at its inner significance, people who know how to live well and how to live life well, who know the good pleasures of life who appreciate and know fully, those with refined taste, refinement of that which is acquired only with the and time and aware.
Perhaps because my father was a great lover of good gastronomic pleasures like or winery has caught like this. Early on, my father has accustomed us to appreciate the good taste, to appreciate the good times and taught us those little tricks that only those who know can teach. With the years (which still is not much ..), I began to agree with my father and focus on quality over quantity, to taste instead of baling and seek what is typical and unique rather than what is mass produced. Today, we can equate them at certain times.
It is to have this taste that I love reading the chronicles of Miguel Esteves Cardoso in public, especially "On the tip of the tongue" for the Life & Style section. Although the latter are recent, one realizes that Miguel (I take the audacity to treat the 1st name, as does the great men, I hope you do not mind!) is a Bon Vivant, those who honor this very rare and very restrict epithet. In his last chronicle, Miguel talked about the lobster with a great art of knowing and mastery. Interely endorse his words, or the lobster was not one of my favorite dishes ...