quinta-feira, 4 de julho de 2013

# 107 : Pessoa em Granta // Pessoa in Granta

(english version below)
 
Porque falar de uma cidade é também falar das suas gentes e das suas obras, dedico este post a Fernando Pessoa (o primeiro que sobre ele farei). Neste caso, falarei do Pessoa presente na Granta. Estando presa a uma viagem ao Monte dos Vendavais, de Emily Brontë, ainda não consegui dedicar-me inteiramente a ler a Granta. Ainda assim, não resisti e dei uma espreitadela aos sonetos de Pessoa, um dos meus poetas favoritos.
Como sempre, comprovo que Pessoa é grande (digo é porque acredito que ainda está vivo, em nós), tão grande que não cabe naquele seu corpo frágil e, por isso, criou tantos outros "eus". Pessoa dizia-se um "histérico". Para mim, Pessoa é muito mais do que isso, é um histérico desesperado, alguém que sente em si uma erupção de sentidos e emoções que não compreende, que são maiores do que a sua pobre e humilde existência, que o conduziram ao "Desassossego", ao desespero da procura e da compreensão.
Considerando que a poesia é muito mais bonita quando recitada, aqui deixo dois dos sonetos presentes na Granta, pelas vozes de Margarida Vila Nova e do Gonçalo Waddington.
 

 
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Because speak of a city is also talk about its people and their work, I dedicate this post to Fernando Pessoa (the first that I will do about him). In this case, I will talk about the Pessoa present in Granta. Being attached to a trip to Wuthering Heights, Emily Brontë, I still could not devote myself entirely to read the Granta. Still, I could not resist and took a look at the Pessoa's sonnets, one of my favorite poets.
As always, I proved  that Pessoa is great (I say is because I believe that he is still alive in us), so big that he does not fit his weak body and therefore created many other "selves." Pessoa said he was a "hysterical." For me, Pessoa is much more than that, he is a hysterical desparate, someone who feels itself an eruption of feelings and emotions that he do not understand, that are larger than their poor and humble existence, which led to the "Desassossego", to the despair of searching and understanding.
Considering that poetry is much more beautiful when recited, here I leave two of the sonnets present in Granta, the voices of  Margarida Vila Nova and Gonçalo Waddington.