quarta-feira, 26 de junho de 2013

# 99 : Confissões de uma coffeeholic - “Desculpe, que café tem?”

Devo ser das pouquíssimas pessoas, a julgar pelos olhares de espanto e incredulidade que recebo, que num restaurante pergunta ao empregado de mesa “Desculpe, que café tem?”. É que para mim, faz toda a diferença. Normalmente, em resposta à minha pergunta recebo um simpático “Não sei, mas vou ver e já lhe digo” e um olhar de censura de quem me acompanha regularmente, ou de riso para quem esta minha “mania” é uma novidade.

Embora não ache que seja muito esquisita, há certas marcas de café (e.g. Nespresso, como já referi aqui) de que não gosto. Quando calha estar num restaurante que sirva uma dessas marcas, prefiro dar a minha refeição por terminada e beber o meu café num cafezito ao lado (ou não beber de todo!). É claro que, por si só, a marca do café não é garantia de que o dito seja bom, cabe muito da sua qualidade ao engenho de quem o tira, mas regra geral tenho confiança na arte de quem está ao balcão e se me desiludo (na maioria das vezes dá para ver só pelo aspecto) peço a gentileza de me tirarem outro.
Pode parecer uma maluquice minha (que tenho tantas!), mas para mim o café tem o dom de melhorar ou estragar por completo um almoço ou um jantar. Lembro-me de um episódio em Barcelona, onde infelizmente um bom café é uma raridade (uma lástima imperdoável a quem está tão perto dos portugueses e dos italianos), em que após uma paella magnífica, num início de tarde fabuloso em plena Gràcia, um café queimadíssimo me levou a jurar nunca mais voltar aquele restaurante! Como vivi por lá durante uns meses, o “nunca mais voltar” tinha mesmo significado. Felizmente, passado uns dias, descobri 2 cafés óptimos e perto de minha casa, aos quais me mantive fiel enquanto por lá vivi.
imagem encontrada aqui.